segunda-feira, 8 de março de 2010

do medo ...


Sabe quando às vezes te acontece algo tão bom, mas tão bom, que você começa a pensar que tem algo errado ? Não que eu não mereça isso, ao contrario, mereço sim, toda a felicidade que eu puder ter nessa vida. Mas quando a felicidade se torna constante, dá medo de perder isso. A sensação é que cedo ou tarde acaba, e restará apenas um vazio. Bobeira pensar isso, bobeira perder tempo com essas preocupações absurdas. Mas penso. E me pego pensando no meio do nada, nas horas de descanso. Logo depois que aparece aquele sorriso grande de felicidade por ter lembrado dele, que chega a doer a bochecha. Depois dessa cara abobalhada, me pego pensando que isso tudo pode ser apenas uma ilusão. Que amanhã quando eu acordar a minha vida terá voltado ao momento que eu não o conhecia e se tornará morna de novo. Mas não quero que ela fique morna. Gosto dela quente, suave, leve.


Acho que meu medo, analisando muito bem, é porque sou correspondida. Fui condicionada a dar palestras para amigas em uma sexta a noite, dizendo como aquele cara que não te valorizava, nao te merecia. Mas não sei como agir quando não sou a vitima, quando não sou a que ama mais, a que doa mais, a que sente mais. Como fazer quando ele demonstra o mesmo nivel de empolgação, de amor, de querer ?


Meu medo, no fim, é que isso acabe. E o medo maior é saber que isso não está em minhas mãos, não tenho controle sobre a vontade do outro. Só me resta esperar que dure intensamente, apaixonadamente e eternamente, enquanto houver amor. E enquanto isso, fazer o que sei fazer de melhor : estar apaixonada por ele.

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